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Comunicado da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses

Comunicado da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses

A Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses (CNCP), em conjunto com a ANPC e a FENCAÇA, tem procurado encontrar soluções para a reabertura da caça à rola-brava em Portugal. Este processo decorre em articulação direta com a Comissão Europeia e as autoridades nacionais.


No passado dia 31 de março, estas três organizações do setor da caça de 1.º nível reuniram-se com o Secretário de Estado das Florestas e com o Conselho Diretivo do ICNF. Na ocasião, apresentaram uma proposta que visa a reabertura da caça à rola-brava na época venatória 2025-2026, assegurando o cumprimento rigoroso das exigências da caça adaptativa.


Com o empenho de todas as entidades envolvidas, Portugal demonstrou reunir as condições exigidas para esta reabertura. A decisão foi validada pelo Comité de Peritos – NADEG, no âmbito da reunião promovida pela Direção Geral de Ambiente da Comissão Europeia no dia 1 de abril.


A quota atribuída a Portugal para 2025 será de 13.200 rolas, o que corresponde a 10% da população caçável na Europa. Apesar de ser um número reduzido, representa um passo histórico na reversão da proibição imposta por Bruxelas desde 2021. É, simultaneamente, um reconhecimento do esforço dos gestores de zonas de caça que, mesmo durante a moratória, mantiveram práticas de conservação e gestão sustentável da espécie.


No próximo dia 7 de abril, a CNCP e as restantes organizações do setor voltarão a reunir-se com o Secretário de Estado das Florestas e o ICNF. O objetivo é dar seguimento à implementação de um sistema de divisão da quota nacional e de um rigoroso mecanismo de controlo de abates, conforme exigido pela Comissão Europeia.


A reabertura da caça à rola-brava representa um marco importante na gestão sustentável da fauna cinegética em Portugal, podendo servir de referência para futuras decisões sobre outras espécies sujeitas a regimes de caça adaptativa.



A Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses continuará a trabalhar ativamente, em colaboração com todas as entidades, para garantir que a voz do setor seja ouvida e valorizada neste process